quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Trabalhadores da EBC decidem pela continuidade da greve

Foto: Wilson Santiago Merces Trabalhadores da EBC em assembleia por video conferência


Por Ronaldo Verneck



Em greve desde o dia 14 de novembro, os trabalhadores da EBC das praças de São Paulo, Brasília e Rio de Janeiro decidiram manter a paralisação. Nesta última votação não houve unanimidade em todas as praças como da última assembleia, apenas São Paulo a votação foi unânime. Brasília estava mais dividida, mesmo assim, venceu a opção pela continuidade do movimento grevista. A greve foi deflagrada por conta das propostas de congelamento nos salários, corte de benefícios e retirada de direitos.
Além da defesa dos direitos dos trabalhadores, a mobilização também é contra o desmonte da comunicação pública. Desde a tomada do governo por Michel Temer (PMDB), propostas como a alteração da estrutura administrativa da empresa, prática de censura, sucateamento da EBC, assédio, entre outras, se tornaram rotineiras dentro da empresa.
Durante os nove dias de greve, os trabalhadores mantêm uma agenda intensa de discussões sobre os direitos que a empresa quer retirar dos empregados, mas também sobre o futuro da comunicação pública no país.
Mediação com o TST
Representantes dos sindicatos e da Comissão de Empregados se reuniram no TST para um diálogo para tentar retomar as negociações, que foram interrompidas unilateralmente pela direção da EBC, com a justificativa do movimento ter deflagrado a greve durante as negociações. Situação que ocorreu, conforme o comando de greve afirma, por conta da empresa não querer discutir as cláusulas econômicas.
Entenda o que está em jogo
A data-base dos radialistas e jornalistas é 1º de novembro. Os trabalhadores reivindicam 4,5% de reajuste para repor a inflação do período e perdas acumuladas. Porém, após oito rodadas de negociação, a direção da EBC não aceita reajustar nenhuma das cláusulas econômicas. Além dos salários, os trabalhadores ficariam sem reajuste em benefícios como ajuda-alimentação, auxílio às pessoas com deficiência, auxílio-creche e seguro de vida em grupo.
No 'pacote de maldades' da empresa também estão ataques aos tickets extras (pago somente em dezembro e junho), à garantia de translado aos trabalhadores por questões de segurança, à complementação de auxílio previdenciário, à realização de homologações das rescisões de contrato nos sindicatos, ao vale-cultura, à multa pelo descumprimento do acordo coletivo.


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