terça-feira, 25 de abril de 2017

Em assembleia nesta terça feira (25) Radialistas de São Paulo aprovam adesão a greve geral




Radialistas aprovam adesão a greve geral no próximo dia 28


Por Ronaldo Werneck

Diversos radialistas no estado de São Paulo, que estiveram presentes na assembleia na capital paulista, discutiram e aprovaram adesão da categoria a greve geral marcada para a próxima sexta feira (28)

As manifestações dos radialistas, na assembleia, eram enfáticas aos ataques aos direitos conquistados dos trabalhadores, com essa "reforma' trabalhista e previdenciária, promovidas pelo governo ilegítimo de Michel Temer.

Com desgastes progressivos e a toque de caixa, o governo federal tenta, desesperadamente, aprovar o mais rápido possível o desmonte da legislação, de direitos, conquistados por gerações anteriores de trabalhadores e que, atualmente, estão garantidos para todo trabalhador brasileiro. 

Diretores do Sindicato dos Radialistas garantem presença nas manifestações do dia 28, que deverão ocorrer no Largo da Batata, em São Paulo. Quem quiser somar forças, basta se deslocarem até o local da manifestação.

É a luta por direitos, que levaram os trabalhadores brasileiros a gozar de férias ininterruptas, jornadas reduzidas para algumas categorias, contrato de trabalho com garantia de FGTS, horas com valores superiores, quando excedem jornada normal de trabalho, etc.

Ficar de fora desta luta no dia 28, para garantir os seus direitos e das futuras gerações, é não entender que será prejudicado por essas ações promovidas pelos patrões e o governo ilegítimo do Temer.


Dia 28 de abril o Brasil vai parar. E os radialistas, também.

quarta-feira, 19 de abril de 2017

Sindicato dos Radialistas convoca assembleia para decidir sobre greve geral


Radialistas são convocados a participarem de assembleia sobre decisão por Greve Geral.



Por Ronaldo Werneck


O Sindicato dos Radialistas no estado de São Paulo convoca os trabalhadores radialistas a participarem de assembleia no dia 25 de abril (terça feira) às 20h00, na sede do sindicato, em São Paulo, que discutirá adesão da categoria à Greve Geral. E que está sendo convocada pelo conjunto da classe trabalhadora, frente as tentativas do governo ilegítimo de Michel Temer, que atacam direitos históricos dos trabalhadores.

Hoje e nos próximos dias o Sindicato dos Radialistas estará distribuindo boletim convocatório e usando carro de som para reforçar a convocação à assembleia da categoria.

Dia da greve

Dia 28 de abril a classe trabalhadores e os movimentos sociais organizados e estudantis estarão empunhando seu dia de luta. Dia de Greve Geral. É uma forma de demonstração de força contra tentativa dos patrões, através do governo, de acabar com nossos direitos. 

Ir trabalhar no dia 28 de abril como se nada disso tivesse a ver com sua vida, de sua família e do futuro do país, é "fazer como avestruz, enfiar a cabeça na terra". Não é a solução. Só nos deixa mais expostos aos ataques dos patrões através dessas "reformas". 

As forças políticas, usadas pelos patrões estão organizadas. Mas agora em desespero, para tentarem fazer mudanças nas legislações a toque de caixa. Principalmente em Leis que regulamentam a o direito dos trabalhadores antes que o governo caia. E se cair, sua pretensa "reforma", pode ir junto.

 Em diversas emissoras de rádio e TV o assunto é o mesmo; a coisa tá indo de mal a pior. E pode piorar, caso não haja comprometimento dos trabalhadores em defender seus interesses. A categoria dos radialistas é um setor importante da sociedade. É o setor da comunicação. Ela garante aos patrões e seus aliados sua reprodução de valores, políticos e econômicos através de informações enviesadas, carregadas de interesses e que não são os nossos. Tudo isso através de um governo ilegítimo, sustentado por parte do patronato brasileiro mais atrasado e reacionário de nosso país.

Compareça e venha decidir nossa adesão à Greve Geral na próxima terça feira (25). A sua participação legitima nossa luta, que deve ser de todos.

NENHUM DIREITO A MENOS. RUMO A NOVAS CONQUISTAS





sexta-feira, 7 de abril de 2017

Termina com vitória dos trabalhadores a greve nas Rádios Clube AM/FM de Lins


Trabalhadores reunidos decidem voltar ao trabalho após conquistar a regularização trabalhista, pagamentos retroativos de Tickets refeição, PPR, estabilidade no emprego e não descontos dos dias parados


Por Ronaldo Werneck


Após intensas rodadas de negociações e com a pressão dos trabalhadores, ao manter-se firmes durante a greve, a direção da empresa aceitou fazer a regularização nos pagamentos dos tickets atrasados e não pagos, pagamento do percentual do Programa de Participação nos Resultados (PPR), cumprimento da Convenção Coletiva de Trabalho - CCT - nos itens que a empresa não cumpria (19 itens) , estabilidade no emprego e não desconto dos dias parados para os trabalhadores que entraram em greve.

O Sindicato, então, com a chancela de seu departamento jurídico, assinou, junto com os trabalhadores, que entraram em greve, o acordo com o representante da emissora do Grupo SRC, em Lins, para o retorno ao trabalho. 



Marcelo Rocha, sócio diretor das Rádios Clubes AM/FM, com o diretor e o advogado do Sindicato dos Radialistas, antes da assinatura do acordo

A partir de agora, depois de muitos anos sem ter o cumprimento de Leis trabalhistas, todos os trabalhadores das empresas Lins Rádio Clube AM e Rádio Clube FM deverão receber seus pagamentos através de conta bancária, firmado com isso, a impossibilidade de fraudes no registro de atrasos de pagamentos, quando houver. Todos os trabalhadores também deverão receber o pagamento de tickets refeição. A empresa se compromete a liberar a entrada do dirigente sindical e, caso houver divergência no futuro a respeito dessa situação, quadro de aviso com vidro e chave deverá estar a disposição da entidade sindical, para fixação de material informativo do Sindicato.

No próximo mês de maio, percentual de 50% dos salários, referente ao PPR, cláusula da CCT 2016/2017, deverá ser pago a todos os trabalhadores da empresa em uma única parcela. Para os trabalhadores que entraram em greve, também devem ser pagas as parcelas negociadas do retroativo. Recolhimento de FGTS e INSS, em atrasos nessas emissoras, também foram realizados e deixados em dia.

O movimento grevista dos trabalhadores das empresas do grupo SRC, em Lins, foi uma vitória, que está cravada na história da categoria e da cidade. Um exemplo a ser seguido por todos trabalhadores radialistas do grupo SRC e do estado de São Paulo, quando se conscientizarem de que seus direitos e sua dignidade não podem ser desrespeitados.


Determinação e união levaram os trabalhadores à vitória


No retorno ao trabalho, a empresa promoveu assédio moral coletivo aos trabalhadores, ao impedir os mesmos de entrar na empresa, no horário combinado, para tratativas sobre o retorno ao trabalho. Fato registrado e que será questionado em instância apropriada.

Quem não luta, não conquista.



Companheiros lutadores da Lins Rádio Clube, Rádio Clube FM e do grupo SRC, até a vitória, sempre!


segunda-feira, 3 de abril de 2017

Nesta segunda feira (3), dirigentes sindicais e trabalhadores grevistas da Lins Rádio Clube e Clube FM, retornam para pressionar a empresa a apresentar proposta decente para voltarem ao trabalho

Movimento continua forte e coeso dos trabalhadores da empresa


Por Ronaldo Werneck


Os trabalhadores grevistas do grupo SRC, em Lins, através do Sindicato dos Radialistas, retomam as negociações nesta segunda feira (3). Bom, é isso que esperam os dirigentes do sindicato já que, na última sexta feira (31), após comunicar a recusa dos trabalhadores sobre a última proposta oferecida pela empresa, as partes acertaram uma nova apreciação de proposta a ser apresentada no começo desta semana. A direção da empresa também foi comunicada que, se as propostas não melhorarem, o Sindicato dos Radialistas entrará com dissídio de greve.

Mas isso não quer dizer que o movimento grevista será interrompido. Se a empresa não apresentar uma proposta que os trabalhadores aceitem, além de ir para a Justiça, a greve continua. 

Quem tem acompanhado a programação das emissoras tem percebido que, por mais que a direção da empresa se esforce, não está normal. Sábado, por exemplo, a programação da Nativa FM apresentou problemas técnicos, com músicas sobrepostas, provavelmente do satélite e programação musical, local, tocadas ao mesmo tempo.

Sem falar da imagem arranhada no mercado publicitário em Lins. Como pode o comércio local investir numa empresa que não honra seus compromissos trabalhistas?