segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Próximo sábado (05) Radialistas do estado de São Paulo realizam assembleia da Campanha Salarial

Em sua sede, Sindicato dos Radialistas de São Paulo inicia assembleia a partir das 10h00


Por Ronaldo Werneck


Não foi 7, nem 8, muito menos 9,83%, que foi o índice de inflação (até maio deste ano), que os patrões de Rádio e TV ofereceram para os trabalhadores da categoria de Rádio e TV no estado de São Paulo. Foram míseros 6% agora, retroativo a maio deste ano, mais 1% em janeiro do ano que vem. Sem falar que a assinatura do acordo condiciona os trabalhadores da categoria a ficarem sem mexer nas cláusulas sociais até 2018, pois o acordo, para essas cláusulas, é válido para dois anos.

Na assembleia, será informado os detalhes a respeito das outras cláusulas, que os patrões ofereceram.

Parece brincadeira, mas a falta de respeito é tanta, que foram meses enrolando a categoria para deixar correr todo esse tempo, desde maio, e chegar em novembro deste ano e oferecer esta miséria. 

Os patrões perderam completamente a vergonha na cara, apostando na inércia dos trabalhadores. Até parece que pensam que os radialistas são amestrados. Amestrados para trabalhar e aceitar, passivamente, o descaso para quem produz toda riqueza que os patrões de rádio e TV vem embolsando desde o ano passado.

Comparecer na assembleia deste sábado é fundamental para darmos um sonoro não e iniciarmos nossa organização no local de trabalho, para os patrões terem a resposta que merecem.

Se você for da capital é só chegar, chegando. A casa é sua, companheiro. Se for do interior, procure o representante mais próximo de sua cidade/região, para combinar o transporte e estrutura de sua ida para assembleia. 

Não há desculpas para deixar de comparecer à esta assembleia tão importante. Troque sua folga, avise a patroa, "dê um nó naquele aniversário ou casamento de sua prima". É ir pra participar da assembleia e decidir; até quando vamos continuar com paciência com essa gente?! Afinal, é seu salário, seu emprego, sua profissão. Só você pode decidir por você.


Data: 05/11/2016
Local: Sede do Sindicato dos Radialistas de São Paulo
Rua Conselheiro Ramalho n. 992
Bela Vista  - São Paulo - Capital
Horário: 10h00

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

TV TEM, afiliada da TV Globo, de São José do Rio Preto, é condenada por praticar irregularidades trabalhistas

Painel de identificação TV TEM 

Por Ronaldo Werneck


Em sentença proferida pelo Juiz do Trabalho José Bispo dos Santos, a emissora do jornalista, advogado e empresário José Hawilla, mais conhecido como J. Hawilla, foi condenada por irregularidades trabalhistas por jornadas excessivas de trabalho aos trabalhadores da emissora, bem como deixar de conceder intervalo mínimo de uma hora para repouso ou alimentação, em trabalho contínuo que exceda seis horas. 

O rol de irregularidades, pela qual a emissora foi condenada continua, como deixar de conceder intervalo de folga semanal de 24 horas consecutivas, exceder de sete horas diárias a duração do trabalho do jornalista, exceder de seis horas diárias a duração do trabalho do radialista, deixar de conceder a outros empregados, além dos radialistas e jornalistas, o intervalo de 11 horas entre uma jornada e outra, entre outras irregularidades.  

Mesmo com tentativas de negociação, em mesa de mediação no Ministério do Trabalho e Emprego - MTE - e autuação por parte dos auditores do MTE, foi necessário a manifestação do Ministério Público do Trabalho - MPT - para que a empresa fosse condenada na Justiça por reiterada violação da legislação trabalhista por parte da requerida - TV TEM - e a verossimilhança das situações (SIC). Situação constatada pela farta documentação que o Sindicato dos Radialistas de São Paulo, através do MPT, impetrou no início da ação.

 TV TEM em São José do Rio Preto

A condenação seguiu-se de uma série de obrigações determinadas pela Justiça como não permitir que seus empregados jornalistas trabalhem mais de cinco horas diárias, podendo exceder duas horas em prévio acordo e que se estipule a remuneração por isto;

Não permitir que os radialistas da emissora, de todos os setores com carga horária de seis horas, regulamentados conforme a Lei do Radialista (6.615/1978) trabalhem por mais de seis horas diárias, exceto o previso na legislação própria;  

Conceder aos jornalistas um dia de descanso remunerado para cada seis dias trabalhados, devendo coincidir aos domingos, com exceção do que for acordado por escrito, na qual deverá constar expressamente o dia que se deve verificar o descanso - art. 307 CLT; 

Conceder aos jornalistas intervalo mínimo de 10 horas de repouso após cada período trabalhado;

Conceder aos radialistas da emissora folga semanal remunerada de 24 horas consecutivas - art. 20, da Lei 6.615/1978;

Conceder aos trabalhadores de funções não regulamentadas o período mínimo de 11 horas consecutivas para descanso entre duas jornadas de trabalho - art. 66 CLT;

Conceder aos trabalhadores da emissora um intervalo para repouso ou alimentação de no mínimo uma hora e no máximo duas horas em qualquer trabalho contínuo que exceda seis horas trabalhadas (art. 71 da CLT).

A emissora aceitou assinar Termo de Ajustamento de Conduta - TAC com o MPT para doação de R$ 50.000,00 para três entidades sem fins lucrativos da cidade de São José do Rio Preto, na qual já efetivou esse procedimento.

No  TAC - o MPT  acordou com a empresa o pagamento R$ 25.000,00 por item, pelo não cumprimento da decisão judicial fixando o limite de até R$ 100.000,00.

Com esta decisão, agora basta os trabalhadores denunciarem se a empresa cometer irregularidades novamente, pois somente a vigilância constante por parte dos trabalhadores, em associação com seu sindicato, é que terão seus direitos respeitados.



quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Sindicato dos Radialistas de São Paulo fala com Silvio Santos em ato sindical em frente ao SBT

Diretor Gugu conversa com Sílvio Santos na porta da emissora


Por Ronaldo Werneck

Em ato da Campanha Salarial, realizado na porta do SBT nesta quarta feira (20), o Sindicato dos Radialistas de São Paulo conseguiu dialogar com o dono da emissora Sílvio Santos antes dele entrar na emissora. 

Os trabalhadores da categoria estão há 18 meses sem reajuste salarial e, no ato, os dirigentes sindicais tiveram a oportunidade, mesmo que rapidamente, de inteirar Sílvio Santos de como os radialistas estão sofrendo com o descaso do Sindicato Patronal, por não atender as reivindicações dos trabalhadores.

Informações levantadas pelo blog, após entrada na emissora do dono e apresentador do SBT, foi de que ele chamou o responsável pelo RH para conversar sobre a reivindicação dos trabalhadores.

No vídeo abaixo é possível acompanhar o flagrante do momento em que o Sindicato aborda  Sílvio Santos antes de sua entrada na emissora;








Fotos e vídeo realizado pelos próprios dirigentes sindicais.