terça-feira, 21 de junho de 2016

Radialistas realizam assembleia decisiva em São Paulo, sábado, dia 02 de julho




Insatisfação dos radialistas sinaliza rumo a greve na categoria em assembleia estadual dos trabalhadores, que irá acontecer no início de julho na capital paulista


Por Ronaldo Werneck


Primeiro sábado de julho (02/07), as 10h00, o Sindicato dos Radialistas do estado de São Paulo realizam assembleia estadual com os trabalhadores da categoria para ouvir nova proposta dos patrões, pois a proposta patronal de índice de 5% foi recusada. Os patrões também não querem a confirmar pagamento do PLR/abono para o ano que vem, além de alterar, desfavoravelmente, cláusulas que garantem direitos aos trabalhadores da categoria como comunicado da pré-aposentadoria, aposentadoria e vigência da convenção coletiva de um ano para dois anos. 

Informações levantadas pelo blog revelam que a insatisfação na categoria dos radialistas paulista é grande, pois há anos não recebem aumento real, sem considerar o piso da categoria. Avaliação de alguns membros da diretoria é de que a greve pode ser deflagrada.

Segundo Sérgio Ipoldo, diretor coordenador da entidade, na reunião com o patronal os diretores, membros da comissão de negociação do Sindicato dos Radialistas, registraram comunicado de estado de greve; - "Protocolamos o estado de greve com o patronal, informamos também a recusa da proposta de 5%, e anunciamos assembleia estadual em São Paulo para o dia 02 de julho, para discutirmos o resultado da reunião do dia 28 com o patronal. Se não vier pelo menos o índice da inflação, vamos propor a greve", afirma.


Greve Já!
A situação é a seguinte; não dá mais. Se alguém mantém a esperança de que vai receber reajuste salarial com índice da inflação (no mínimo), PLR ou abono ano que vem ou, ainda, os mesmos direitos que estavam garantidos em nossa convenção desde o ano passado, podem tirar o cavalinho da chuva se não se mexer. 

Sem reação, mobilização, demonstração de insatisfação, não vai mudar nada esta situação. Os patrões estão se lixando para com os radialistas e suas famílias. Na verdade, na esteira do discurso de crise, que vem sendo reproduzido como mantra na mídia, querem retirar direitos. Atacam, sem dó, aquilo que os radialistas conquistaram durante anos, com pressões através das assembleias lotadas e até de greves, em alguns casos.

Os patrões não estão se importando com aquilo que os trabalhadores radialistas pensam ou com suas necessidades. Por isso a necessidade de uma resposta contumaz. Que façam perceberem que sem os trabalhadores, as emissoras não faturam. 

Todos à assembleia estadual no Sindicato dos Radialistas de São Paulo, que fica situado na Rua Conselheiro Ramalho n. 992, no bairro Bela Vista, na capital.

O Sindicato dos Radialistas está organizando caravanas do interior para estarem na assembleia decisiva. Transporte e alimentação serão custeados pela entidade. Procure o representante do Sindicato mais próximo de sua cidade para combinar o deslocamento. 

Veja aqui a relação de diretores do sindicato e formas de contato.

Veja aqui a relação de subsedes regionais no interior do estado.

O diretores também podem ser contatados por redes sociais por suas páginas pessoais. Para isso basta pesquisar com o nome completo no diretório da página.

quinta-feira, 9 de junho de 2016

TV BAND sofre nova derrota na Justiça, é obrigada a reintegrar trabalhador demitido, condenada por danos morais e a pagar os dias parados



Cledisvaldo - a direita da foto- , em ato na porta da emissora


Condenada por dano moral, a emissora dos Saad praticou discriminação ao demitir Cledisvaldo J. de Oliveira, que retornou de tratamento médico, após período de estabilidade provisória. 


Por Ronaldo Werneck

Em mais um revés para emissora do Morumbi o Juiz da 62ª Vara do Trabalho de São Paulo, Renato Sabino Carvalho Pinto, condenou a Rádio e Televisão Bandeirantes LTDA., a reintegrar ao trabalho e compensar economicamente, Cledisvaldo Jacinto de Oliveira, radialista que exerce a função de operador de câmera UPE - Unidade Portátil Externa - na emissora.

Oliveira entrou com ação trabalhista, através do departamento jurídico do Sindicato dos Radialistas de São Paulo, depois de ter sido demitido, após retornar de tratamento de saúde. 

Segundo os autos do processo, a emissora esperou o término da estabilidade provisória prevista na cláusula 33ª Convenção Coletiva de Trabalho da Categoria para demiti-lo, apesar de alegar que a dispensa foi para redução de gastos. Sendo que, entre os trabalhadores do setor, seu nível é o de salário mais baixo. Portanto cai por terra a tese de que a dispensa foi efetivada para redução de custos [sic]. 

A condenação da BAND por danos morais se deu pela demissão discriminatória, gerando danos morais e que, segundo o magistrado, foi decorrente de sua condição de saúde, o que, inegavelmente, lhe trouxe lesão à dignidade, pois se viu desempregado no momento que mais precisava dos salários e plano de saúde [sic]

A empresa também foi condenada e a fazer o pagamento dos dias parados, do trabalhador.

A emissora apresenta histórico de não pagamento de horas extras, que não sejam contratuais e denúncias de não pagamento de acúmulos de funções, além de inciativas de terceirizações de atividade fim.

Diretoria do Sindicato se coloca a disposição dos trabalhadores da emissora para organizá-la, junto com eles, ações que violem direitos trabalhistas, além de lutar para conquistas de novos.