sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Depois de 10 dias paralisados, trabalhadores da EBC conquistam reajustes e encerram greve

Trabalhadores da EBC em Assembleia - Foto: Leonor Costa

Por Ronaldo Werneck

Os trabalhadores da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), que compreendem os canais TV Brasil, TV Brasil Internacional, canal NBR, a agência de notícias Agência Brasil, as emissoras de rádio Nacional do Rio de Janeiro, AM e FM de Brasília, da Amazônia e do Alto Solimões, Rádios MEC AM e FM do Rio de Janeiro e Rádio MEC AM de Brasília, Radioagência Nacional e Portal EBC decidiram encerrar a greve depois de aceitarem propostas de reajustes negociadas no TST na tarde desta sexta feira (20/11).

Foram 10 dias exatos de luta dos trabalhadores da EBC em todo país, nas quatro praças onde a empresa atua; São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e Maranhão. 

Adesão massiva da categoria foi decisiva para o rápido desfecho da luta.

Após determinação da Justiça em garantir o funcionamento de 40% dos serviços e designada audiência de conciliação no Tribunal Superior do Trabalho (TST), os trabalhadores da empresa, fortemente organizados pelos sindicatos dos radialistas e dos jornalistas, de seus respectivos estados, se puseram em assembleia e aprovaram as propostas negociadas, que foram as seguintes;


- 7% de reajuste salarial retroativo a 01 de novembro de 2015

- 9,92% de reajuste para as demais cláusulas econômicas

- 10,39% reajuste para o vale refeição

- Manutenção das cláusulas do Acordo Coletivo 

- Não desconto dos dias parados

- Não compensação dos dias parados

- Estabeleceu multa de 10% por descumprimento do Acordo Coletivo de Trabalho de qualquer das cláusulas revertida em favor do trabalhador prejudicado.

- Estabeleceu perda de cargos de chefia, caso houver assédio e a comissão de ética comprovar as acusações

- Prazo até Julho de 2016 para que a empresa designe 70% dos cargos comissionados para trabalhadores concursados

A proposta  de acordo negociada no TST e aprovada em assembleia, tem validade de um ano (1/11/2015 até 31/10/2016), ao contrário do último que tinha, de dois anos.

A empresa anteriormente havia apresentado reajuste zero, o que motivou a forte organização dos trabalhadores, fazendo a empresa recuar e mudar sua proposta para 3,5% este ano e 3,5 para o ano que vem. 

Mesmo assim a proposta foi considerada insuficiente, frente a perdas salariais próximo de 10% e foi novamente recusada pelos trabalhadores, onde a organização dos radialistas, junto com seus sindicatos, em dez dias, fizeram acontecer um desfecho vitorioso, levando a empresa negociar com os trabalhadores junto ao TST e garantir novas conquistas.

Podemos afirmar que os trabalhadores da EBC tem forte consciência de classe, o que faz deles os mais organizados dentre os trabalhadores em empresas de rádio e TV do Brasil. 

Sua organização e determinação, com apoio de seus sindicatos, levaram-nos a fazer uma conquista histórica, que servirá de exemplo para todos os trabalhadores radialistas e jornalistas do país.





quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Bem organizados, trabalhadores da EBC permanecem em greve em todo o país

Faixa com descrição do "mote" da greve

Por Ronaldo Werneck

Nesta terça feira (10) os trabalhadores das quatro praças (São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e Maranhão) entraram em greve por reajuste salarial, aumento real e contra o "cabide de privilégios" encontrados na emissora.

Com adesão quase que total, os trabalhadores seguem unidos e organizados frente a desconsideração por parte da direção da empresa. Dos 133 trabalhadores, 114  estão em greve na EBC de São Paulo.

Durante as negociações a emissora chegou a apresentar reajuste zero para os trabalhadores, mudando logo em seguida para reajuste de 2,5% neste ano e para o próximo, mesmo com o índice IPCA de 9,43%.

Trabalhadores terceirizados, que prestam serviço para EBC, chegaram a aderir ao movimento, pois, segundo eles, a empresa para qual trabalham, não recebeu o repasse de verba da EBC.

No primeiro dia de greve estivemos presentes na porta da emissora junto com os trabalhadores em greve  e registramos o momento em que parte deles  permaneciam na porta da empresa, como forma de pressão e visibilidade do movimento.

Para ver o conjunto de fotos do movimento na EBC em São Paulo, clique aqui; EBC São Paulo

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Em estado de greve, radialistas da EBC decretam greve a partir de terça feira (10)

Assembleia dos trabalhadores da EBC


Por Ronaldo Werneck

Após intensas negociações com a empresa os trabalhadores da Empresa Brasileira de Comunicação (EBC), empresa pública de comunicação, que presta serviços para o governo federal e que inclui emissoras de Rádios em Brasília e Rio de Janeiro, o canal NBR, a TV Brasil, TV Brasil Internacional, Rádio Agência Nacional, o portal EBC e a Agência Brasil, decretaram greve a partir das 00h01 de terça feira (10), devido a proposta insuficiente de reajuste salarial proposto pela direção da empresa aos seus trabalhadores.

Segundo informações levantadas pelo Blog dos Radialistas, a proposta inicial de 0% de reajuste, depois de intensa mobilização dos trabalhadores, que decretaram estado de greve, forçou a empresa alterar a proposta, na qual foi de 2,5% agora e para o ano de 2016. 

Com a previsão de inflação de mais de 9%, a proposta  apresentada deixou os trabalhadores indignados com o descaso e o desrespeito, perante ao compromisso profissional que os trabalhadores tem com a empresa. 

Sem um horizonte claro de mudança de postura da empresa em relação as reivindicações, os trabalhadores seguem mobilizados, junto com o Sindicato dos Radialistas, que se fará presente durante todo o processo de mobilização.

A Empresa Brasileira de Comunicação foi criada no ano de 2007 para gerir as emissoras públicas federais. Produz e transmite programação de interesse público sem o viés comercial, comum nas demais emissoras brasileiras. Sua programação é recheada de conteúdo educativo, informativo, cultural e de entretenimento, onde o conteúdo está ligado a promoção da cidadania. 

Assembleia de greve está agendada para terça feira (10) a partir das 12h30 na EBC.



  

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Rádio Difusora de Franca é multada e condenada a fazer pagamento de vale refeição aos seus trabalhadores

                      Foto: Reprodução Portal GCN
Prédio onde funciona a Rádio Difusora de Franca


Por Ronaldo Werneck

Direção da empresa fez "plebiscito" com os funcionários para tentar fugir de sua responsabilidade perante a Lei.

Lá pelos idos de 2013, quando a categoria dos Radialistas de São Paulo conquistou o benefício do tíquete refeição para todos os trabalhadores de empresas de radiodifusão, televisão e produtoras no estado de São Paulo, diversas empresas simplesmente ignoravam a cláusula, que garante este benefício em Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) ou usavam de subterfúgios, para se eximirem de responsabilidade.

Vejamos o caso da Rádio Difusora de Franca, que logo após o benefício já estar valendo, inventou de fazer um plebiscito na emissora onde, "democraticamente", queria "compartilhar" a decisão, de continuar com benefícios oferecidos pela empresa a seus trabalhadores, como convênio médico, refeitório dentro da empresa, cesta básica, etc., em troca de abrir mão do tíquete refeição. Tudo isso sem o aval do Sindicato.

Como essa história não estava cheirando bem, óbvio, o Sindicato, através de seu departamento jurídico, acionou a empresa na Justiça, com uma ação de cumprimento. Em audiência a empresa chegou e levar alguns de seus trabalhadores, para que os mesmos corroborassem com seus argumentos. Tava na cara que tinha alguma coisa errada e o juiz logo desfenestrou a postura da direção da emissora

Passado alguns meses, para não dizer anos, já que estamos em 2015, saiu a sentença. Além de receber multa por descumprimento da Cláusula 32ª da CCT, que trata do pagamento de percentual de 5% do piso salarial da categoria para os trabalhadores, a empresa foi condenada a "pagar aos empregados prejudicados, com juros e correção monetária, nos termos da fundamentação: a) tíquete-refeição; b) multa convencional. Os honorários assistenciais, em importe equivalente a 15% do valor total da condenação, deverão ser pagos pelo réu diretamente em favor do sindicato assistente. Os demais pedidos são julgados improcedentes nos termos da fundamentação. Juros, correção monetária, contribuições previdenciárias e fiscais nos termos da fundamentação. Custas, pelo réu, no importe de R$1.800,00, sobre o valor arbitrado à condenação de R$90.000,00" (SIC). 

Como podem ver, a brincadeira não saiu barato, tanto para quem tentou enrolar os trabalhadores, seu Sindicato e a Justiça, como para os trabalhadores da emissora, que se apresentaram na Justiça, não sabemos em que circunstâncias, para testemunhar a favor da empresa, em abrir mão de um direito duramente conquistado para todos os trabalhadores da categoria. Quem sabe com um pouco mais de reflexão, levaria os mesmos a não serem joguetes na mão do patrão.




terça-feira, 3 de novembro de 2015

Em ato na porta da Record, Sindicato registra reintegração de um de seus dirigentes ao trabalho, por força da Justiça



Em ato na porta da Record, dirigentes do Sindicato dos Radialistas se fez presente


Por Ronaldo Werneck


Na manhã de terça feira (03), às 10h00 da manhã se cumpriu a decisão da Justiça de obrigar a TV Record em reintegrar Ademir Gomes dos Santos, 59 anos, trabalhador e dirigente sindical, às suas funções na emissora.

Com a presença de carros de som, distribuição de boletins e diversos diretores do Sindicato dos Radialistas, Santos, mais conhecido como Billy, retorna ao trabalho por força de uma liminar da Justiça.

Os trabalhadores da emissora acompanharam sua reintegração, bem como o departamento jurídico da entidade, também responsável, por esta conquista. Considerada importante, pela direção do Sindicato, para organização dos trabalhadores no local de trabalho.

Já algum tempo diversas empresas tem tomado a inciativa de demitir trabalhadores com cargos em entidades sindicais, com o interesse de enfraquecer a organização sindical da categoria

Esta postura, na contramão de garantir um ambiente de harmonia e condições favoráveis de trabalho, também é um ataque a organização de classe dos trabalhadores. Onde a Justiça tem tomado decisões que contrariam as empresas, que tomam esta postura.


Billy, já reintegrado, exibe crachá da empresa

Billy retorna feliz ao trabalho esperando solidariedade dos companheiros, já que todos terão um duro trabalho pela frente em organizar os trabalhadores da Record, que tem sido vítimas da emissora, ao tomar decisões que atacam os direitos de seus trabalhadores.