terça-feira, 25 de agosto de 2015

Sindicato faz parcerias e convênios para oferecer aos sócios da entidade


                                                                Reprodução charge: SINTEPI-PI

Por Ronaldo Werneck


O Sindicato dos Radialistas do Estado de São Paulo tem feito parcerias e convênios com diversos prestadores de serviços, para serem oferecidos ao seus sócios. Escolas de idiomas, empresas de benefícios, cheque teatro, colônias de férias e atendimento odontológico, são alguns exemplos das parcerias, que já estão disponibilizado aos sócios, com informações através do site da entidade.

Alguns sindicatos oferecem essa prestação de serviço, quase como sua forma de existência. Condição esta criticada por sindicatos combativos e classistas. A função de um Sindicato é defender os interesses dos trabalhadores que os representa nas relações entre patrões e empregados. Convênios e parcerias, na prestação de serviços, não podem ser o objetivo de existência de um sindicato. Nesta situação a entidade sindical perde sua razão de existir. Por isso que vemos diversos sindicatos funcionando mais como um clube ou empresa de prestação de serviços do que, efetivamente, um instrumento de luta e defesa dos trabalhadores.

A entidade sindical de classe deve, antes de tudo, lutar por melhores salários e condições de trabalho. Organizar os radialistas não só no local de trabalho, mas no enfrentamento político além dos estúdios e escritório das emissoras. O fornecimento de facilidades (descontos e isenções) na utilização de serviços de terceiros, deve ser apenas um coadjuvante dos serviços oferecidos pelo sindicato.

Mesmo com essa visão o Sindicato dos Radialistas garante a possibilidade de seus sócios poderem gozar de oportunidades, que diferenciam dos clientes comum que procuram esses serviços.

Para ter acesso as informações basta clicar neste link e aproveitar os descontos que, dependendo do serviço oferecido, pode ir de 10% até 40%.













terça-feira, 18 de agosto de 2015

Radialistas da Rádio Clube de Guaratinguetá param para receber seus salários

Trabalhadores reunidos com diretores do Sindicato dos Radialistas


Por Ronaldo Werneck

Nesta segunda feira (17) diretores do Sindicato dos Radialistas de SP estiveram em Guaratinguetá, interior de SP, para negociar o pagamento de salários atrasados das empresas. Sem receber seus salários há mais de 15 dias, os trabalhadores resolveram paralisar os trabalhos e chamaram o Sindicato para ajudar nas negociações com a empresa. Segundo a direção das emissoras Rádio Clube FM e Rádio Clube AM, com o quadro reduzido de corretores e atrasos de pagamento de clientes, a direção das empresas não tinha como disponibilizar o pagamento de seus trabalhadores. 

Com a visita do Sindicato e a pressão exercida pela paralisação dos trabalhadores, a emissora assumiu o compromisso, por escrito, que no máximo em três dias, os pagamentos estariam sendo regularizados. Com isso os trabalhadores voltaram ao trabalho, permanecendo em estado de greve, até o cumprimento do que foi proposto pela emissora.

 Pesam, ainda, sobre a empresa, o não pagamento dos abonos salariais e dos tickets restaurantes de vários anos. Com sentença favorável aos trabalhadores, a Justiça concedeu um prazo de três meses, para que a emissora providencie os pagamentos devidos. 

A postura dos trabalhadores, ao paralisarem seus trabalhos, para forçar o pagamento de seus salários, é pedagógico. Imaginem quantas emissoras evitariam essa situação, ao temerem a consciência e organização de seus trabalhadores junto ao sindicato?!

Somente a consciência de classe leva a organização dos trabalhadores frente ao ataque dos patrões. 

Como vimos acima, apesar das supostas dificuldades enfrentadas pelas emissoras, certamente, a direção dessas empresas dispõem de outros mecanismos para superar esse "enrosco", como a venda de imóveis ou aquisição de crédito na praça, para garantir o funcionamento normal de suas emissoras. Basta para isso, entender como necessário e prioritário essa condição de funcionamento da emissora em dia com o pagamento de seus trabalhadores. Situação que, apenas os trabalhadores conscientes de sua classe, podem conseguir ao se organizarem e exigirem mais respeito e consideração dos patrões. Já que são eles os verdadeiros responsáveis por fazer a emissora funcionar e existir.

Fotos do evento: http://bit.ly/1NhdPEp

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Nos atos que se aproximam, nem dia 16, nem dia 20. Saiba o porquê.


Na luta de classe, a opção é pela classe trabalhadora. Sem patrão e sem governo. 

Pela Coordenação da Intersindical
A Intersindical - Instrumento de Luta e Organização da Classe Trabalhadora segue firme na luta contra os ataques dos patrões e do governo Dilma, com greves e paralisações nos locais de trabalho e manifestações em várias regiões do país. Luta que não começou agora e cada vez mais deve se enraizar em cada local de trabalho, onde acontece a exploração.
Nossa luta também é contra esse Congresso Nacional, servil ao interesses dos patrões, Eduardo Cunha/PMDB e sua tropa já produziram muitos exemplos disso: foram ligeiros em aprovar as medidas provisórias do governo Dilma que atacou o seguro-desemprego, o PIS/PASEP, as pensões e o projeto de terceirização dos patrões. Junto a isso mais ataques,como a proposta de maioridade penal que quer colocar na cadeia os filhos de nossa classe. E com seus discursos e projetos de lei, a homofobia e a violência contra as mulheres é estimulada.
Estamos nas mais diversas categorias lutando contra a ação dos patrões que seguem com as demissões e a tentativa de redução salarial. A mobilização organizada junto com os trabalhadores tanto em Cubatão/SP, como em Ipatinga/MG contra proposta da siderúrgica Usiminas em reduzir o salário, é exemplo dessa luta que se amplia e enfrenta os patrões, o governo e os pelegos.
Em luta também estamos contra as ações dos mais diversos governos sejam eles do PT, PSDB, PMDB, DEM e seus auxiliares que jogam nas costas dos trabalhadores do Estado e da população trabalhadora a dívida que produziram para garantir as demandas do Capital. O resultado disso tem sido calote nos salários, ataques a Previdência, piora no já precário serviço público como educação, saúde, saneamento.

QUEM CHAMA A MANIFESTAÇÃO DO DIA 16 NÃO ESTÁ NA LUTA CONTRA OS PATRÕES QUE ATACAM O EMPREGO, OS SALÁRIOS E OS DIREITOS DA NOSSA CLASSE
Os grupos que chamam a manifestação do próximo dia 16, são os mesmos que foram para rua no inicio do ano permitindo em seus atos aqueles que chegam até a pedir a volta dos tempos sombrios da ditadura militar.
Em suas bandeiras e cartazes não estavam a defesa dos direitos dos trabalhadores arrancados pelo governo Dilma, em nenhum deles estava a denúncia do projeto dos patrões que quer terceirizar tudo para ampliar a exploração contra a classe trabalhadora.

O "fora Dilma" que chamam significa apenas trocar quem senta na cadeira
Os governos anteriores ao PT garantiram as condições para que o Capital pudesse se expandir no Brasil, o que significou ataques aos direitos dos trabalhadores, muito dinheiro público nas mãos das empresas privadas, ou seja, a estrutura do Estado a disposição dos interesses capitalistas. O governo do PT manteve essa política e pensou que pudesse como os governos anteriores se jogar na lama da corrupção e não ser pego como os demais.
Esse governo que foi tão servil ao Capital freando a luta de classes nessa última década, agora tenta desesperadamente se manter fiel aos interesses da classe inimiga dos trabalhadores, mas a burguesia quer sempre mais.
Mesmo que não apareça fisicamente no dia 16, a burguesia estará lá com seus representantes, liberará sua direita raivosa para ir as ruas pedindo a volta da ditadura, gritando contra os direitos da mulheres, negros, imigrantes, gays.
Mas o principal está no que não aparece: a burguesia se aproveita da legítima revolta dos trabalhadores contra o governo, para tentar encher essas manifestações, com o objetivo de, na máquina do Estado, ampliar as medidas que potencializam a exploração contra os próprios trabalhadores.

QUEM CHAMA O DIA 20 ESTÁ PREOCUPADO EM DEFENDER O GOVERNO, NÃO OS TRABALHADORES
As organizações que convocam as manifestações do dia 20, CUT, MST, MTST, PSOL, PCdoB, Intersindical- "Central" da Classe Trabalhadora entre outras, tem como principal objetivo a defesa do governo Dilma, a forma que tentam ocultar isso é centrando suas manifestações contra o que acontece no Congresso Nacional, já a luta contra as Medidas do governo Dilma que atacam direitos estão no fim da fila e mais: nenhuma palavra contra as propostas dos patrões em reduzir salários dos trabalhadores.
Ou seja, reféns da CUT que junto à outras centrais sindicais comol Força Sindical, UGT, Nova central propuseram ao governo a proposta que virou Medida Provisória o PPE, chamado de Programa de Proteção ao Emprego, que na realidade é um Programa de Proteção ao Empresariado, pois libera os patrões a reduzir os salários dos trabalhadores em 30%.
E assim seguem cumprindo a tarefa que o PT os delegou: tentar a todo custo construir as condições para mais um pacto social, tentando esconder da classe trabalhadora o significado disso: um pacto onde quem paga as contas do Capital, somos nós os trabalhadores.
Por tudo isso nem o dia 16 e nem o dia 20 são dias de luta da classe trabalhadora e nós da Intersindical- Instrumento de Luta e Organização da Classe Trabalhadora além de não estarmos nesses atos de patrão ou de defesa do governo, seguiremos firmes na luta contra as demissões, contra os ataques aos direitos e salários promovidos pelo Capital e seu Estado.

A LUTA TEM QUE SER POR INTEIRA CONTRA O CAPITAL E SEUS GOVERNOS QUE ATACAM A CLASSE TRABALHADORA
Seguiremos firmes nas lutas em cada local de trabalho e nas ruas enfrentando os patrões que estão impondo demissões em massa, tentando impor a redução dos salários, contra o governo que escolheu estar ao lado de quem nos explora atacando nossos direitos, contra o Congresso servil da burguesia sempre pronto a aprovar as medidas contra os trabalhadores.
CONTRA AS MEDIDAS DO GOVERNO DILMA QUE ATACAM NOSOS DIREITOS COMO O SEGURO-DESEMPREGO, O ABONO SALARIAL, O AUXILIO DOENÇA E AS PENSÕES.
NO NOSSO SALÁRIO NÃOCONTRA AS PROPOSTAS DE REDUÇÃO DE SALÁRIOS E DIREITOS E O PROJETO DE TERCEIRIZAÇÃO QUE SEGUE NO CONGRESSO NACIONAL.
CONTRA AS DEMISSÕES: VAMOS A LUTA PELA REDUÇÃO DA JORNADA DE TRABALHO, SEM REDUÇÃO SALARIAL, ESTABILIDADE NO EMPREGO JÁ.
CONTRA A PROPOSTA DA MAIORIDADE PENAL E TODAS AS PAUTAS REACIONÁRIAS DO CONGRESSO QUE AGRIDEM AS MULHERES E HOMOSSEXUAIS.
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INTERSINDICAL - Instrumento de Luta e Organização da Classe Trabalhadora
www.intersindical.org.br

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Movimento em defesa da RTV Cultura realiza ato em frente a emissora

Ato em frente a emissora com trabalhadores, ex funcionários e fãs dos programas da emissora

Por Ronaldo Werneck
Fotos Ronaldo Werneck

Nesta segunda (10) na parte da manhã, diversos movimentos em defesa da Rádio e TV Cultura realizaram um ato contra o desmonte da emissora, que vem sendo praticado por diversas gestões ao longo de sua história e pelos sucessivos governos do estado de São Paulo.

Reunidos em frente a emissora, trabalhadores da emissora, o Sindicato dos Radialistas de SP, dos Jornalistas, Intervozes, União Estadual dos Estudantes, fãs do extinto programa Viola Minha Viola, além de ex funcionários, aproveitaram a data e o momento em que o conselho de administração se reunia para realizar o ato. 


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Vídeo em defesa da TV Cultura

Com depoimentos e uma triste constatação, a emissora, vencedora de vários prêmios internacionais, paulatinamente vai encerrando seus programas, que a qualificavam como uma das melhores emissoras públicas do mundo. O conteúdo de sua programação vai se encerrando num desfecho melancólico, pela falta de comprometimento do governo estadual, que vem diminuindo os repasses financeiros para seu funcionamento. 

No ato, além dos discursos, estiveram presentes a dupla sertaneja Cacique e Pajé, que fizeram várias apresentações nos programas de música caipira da emissora.

As lideranças do movimento afirmaram, que a continuidade da luta em defesa dos veículos de comunicação, continua e o próximo passo será cobrar do parlamento estadual um posicionamento firme, em defesa das emissoras públicas, da Fundação Padre Anchieta, que é responsável por sua gestão. Em garantir informação, cultura, educação e entretenimento por excelência. Bem diferente do que encontramos nas emissoras comerciais atualmente.

Veja mais fotos aqui: http://bit.ly/1gu0ASY

Assine a petição on line, para defesa desse patrimônio público, que é de todos;  http://bit.ly/1Ds1oCy

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Embu das Artes recebe ato em defesa da RTV Cultura

Trabalhadores da emissora, familiares, turistas e população local participaram do evento

Por Ronaldo Werneck
Fotos: José Carlos

Neste primeiro domingo de agosto (2) radialistas, artistas, jornalistas, turistas e a população da cidade metropolitana de São Paulo, Embu das Artes, participaram do ato em defesa da Rádio e TV Cultura. A emissora paulista passa por um processo de desmonte e não vem cumprindo a legislação trabalhista com seus trabalhadores.

O evento foi uma atividade cultural realizada no largo 21 de Abril, no centro histórico da cidade, com distribuição de adesivos, coleta de assinaturas e apresentação da orquestra do município. Centenas de pessoas estiveram presentes e acompanharam o evento, que começou de manhã e terminou no final da tarde.

Segundo Sérgio Ipoldo, funcionário da emissora, diretor coordenador do Sindicato dos Radialistas de SP e que esteve presente na cidade, o evento atingiu seu objetivo. "Artistas, ex-funcionários da TV Cultura e autoridades locais estiveram presentes e contribuíram para que o evento fosse um sucesso", relata.

Embu das Artes é um município da grande São Paulo e é considerada Estância Turística pelo governo do estado. Veja abaixo as fotos do evento e link no Facebook, com registro do evento;










Página no Facebook com registro do evento; https://www.facebook.com/events/906817246056682/