quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Sem união, não há pressão. Fique sócio.



 Ronaldo Werneck
 
Do início dos anos 90 até 2011, a porcentagem de sindicalização no Brasil não ultrapassou 20%. E com declínio até os dias de hoje.

É um retrato da incapacidade dos sindicatos em conseguir avançar na consciência de classe junto aos trabalhadores. Consideramos fenômeno, em que não se atribui apenas aos sindicatos, uma culpabilidade, por não conseguir esse objetivo, de se fazer importante para seus trabalhadores. Mas a dificuldade dos trabalhadores em enxergar os sindicatos, como instrumento de luta coletiva. Quando não, a procura ao sindicato, muitas vezes, são para resolver questões pessoais. 
 
Crise econômica, desemprego e sem perspectiva de melhora, os trabalhadores, nesses anos derradeiros, sentiam-se órfãos, apesar de uma parcela pequena de sindicatos combativos, manterem seus princípios de defenderem os interesses dos trabalhadores de suas respectivas categorias.
Mesmo com campanhas de sindicalização pontuais, alguns sindicatos mantém campanha de sindicalização permanente. O objetivo não é só econômico, apesar de ser importante a manutenção financeira da entidade. Mas garantir maior participação dos trabalhadores nas atividades desenvolvidas pela direção dos sindicatos.

A independência financeira é importante, mas sem precisar de mecanismos, criados para subjugar a autonomia das direções sindicais, como o imposto sindical e taxas compulsórias.

Ter em seus quadros associativos, trabalhadores que acompanhem as lutas da categoria, faz do sindicato um instrumento forte de conquistas e defesa dos interesses dos trabalhadores.
 
Ficar sócio do sindicato não só garante estar informado das demandas de lutas e de direitos conquistados, com ajuda de outros trabalhadores, mas a certeza de que não está só.
Fique sócio. Sua profissão e sua categoria só têm a ganhar com isso.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Sem luta e organização, trabalhadores são vítimas.



Por Ronaldo Werneck

Ano se inicia, promessas de saúde,  sucesso e felicidades inundam os desejos de todos, que nem sempre se confirmam. Historicamente é possível analisar, que quando ficamos no campo "dos desejos", nada acontece.

Ano passado, o "Ano da Copa", ou "Copa das Copas", assistimos, passivamente, os patrões tentando atacar nossos direitos além de, mais uma vez, oferecer migalhas para os trabalhadores radialistas, que ajudaram os patrões a faturar muito mais do que em outras Copas.

Este ano não será diferente. Talvez até poderia ser um preparativo, para o ano que vem, "ano das Olimpíadas no Brasil". Esse "ensaio", se não acontecer este ano, dificilmente acontecerá no ano que vem. O "ensaio" que digo é efetivamente nossa mobilização. Como os trabalhadores da EBC, fizeram no final do ano passado.

O que falta para os radialistas paulistas se mobilizarem? Não chega as demissões coletivas, o assédio moral e sexual, as demissões injustificadas de trabalhadores, que inclusive estão com problemas de saúde, advindo do local de trabalho.

A direção do Sindicato sempre esteve e deve estar este ano nas empresas, entregando boletins do Sindicato, sindicalizando os trabalhadores e coletando informações. A contra parte agora é dos trabalhadores. O carro de som do sindicato foi reformado. Este ano estaremos, ruidosamente, na porta das emissoras, mas não apenas para ver os trabalhadores entrar para trabalhar, mas para parar e escutar o recado que a direção deve dar por conta de nossas lutas.

Portanto companheirada, contamos com vocês, como já foi possível contar no passado em nossas assembleias e paralizações, pois muito do que temos hoje, se deve exatamente o fato dos radialistas atenderem ao chamado do sindicato, para exigir dos patrões, respeito, dignidade e melhores salário.

Vamos à luta!