quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Denúncias contra empresas de Rádio e TV começam a chegar no sindicato

Nossa categoria está cheia desse tipo de patrão


Por Ronaldo Werneck

A sacanagem de alguns patrões já era esperado, companheiros.

Como sempre dissemos, todos os nossos direitos vêm através de muita luta e do compromisso em defende-los.

Vários trabalhadores tem nos informado que seus direitos não vem sendo cumprido pelos patrões. Sabemos que diversas emissoras de rádio e algumas de TV, no Estado de São Paulo, não querem abrir  a conta salário, não querem pagar o abono, muito menos fornecer o vale refeição. E sempre vem com aquela estória, para os trabalhadores, de que não sabiam, ou fazem-se de desentendidos. Dando várias interpretações a respeito de nossa convenção coletiva.

O que queremos abordar aqui é a passividade de vários trabalhadores, que não se motivam, nem pra denunciar as irregularidades em suas emissoras, muito menos pra reclamar a respeito desse abuso. Sempre com medo da demissão. Sofrem calados. Uma condição de impotência de não ter porque ser assim.

O SINDICATO É O CAMINHO
O Sindicato dos Radialistas é um instrumento de luta e defesa de direitos dos trabalhadores do setor de comunicação. A direção atual da entidade tem uma visão classista dessa relação entre os patrões e os trabalhadores. Até a concepção de trabalhador  é literal em nossas abordagens. Notem, não usamos o termo empregados. Temos uma visão de que são os trabalhadores que são responsáveis pela produção da riqueza. De todo o dinheiro e benefícios que vem dele, gerados nas emissoras. Abrimos mão de todo esse capital produzido para ficarmos com tão pouco, mas tão a pouco e ainda há aqueles companheiros que, não só aceitam o roubo, como do salário e benefícios, mas também de sua dignidade. Ranzinzam pelos corredores das emissoras reclamando, ora do sindicato, ora da categoria, afirmando que ela é desunida. Companheiros, nem uma coisa, nem outra.

Temos uma receita pra modificarmos essa relação de submissão aos caprichos ou desonestidade dos patrões. Temos de nos movimentar. É essa a receita. Traduzindo; nada de receber  chicotadas passivamente. Fazer o enfrentamento dessas injustiças leva tempo. Chamamos isso de consciência de classe. É uma construção dessa consciência.

Podemos afirmar, com experiência, que não adianta muito delegar para terceiros que ajeitem as coisas pra nós. Mas se construirmos, juntos, essa consciência de classe, não há patrão que consiga deixar de respeitar sua condição de trabalhador, com todos seus direitos.


CONFIRA A CONVENÇÃO COLETIVA
Sugerimos que os trabalhadores que não receberem corretamente (salário depositado em conta bancária, vale refeição, participação nos resultados, abono, ganho eventual, etc.) denunciem as empresas e nos chamem para organizar a luta. Veja nossa convenção coletiva aqui e confira se seus direitos estão sendo respeitados.

Se mesmo assim ainda preferir delegar para outros resolverem a situação em que está vivendo, podemos fazer alguns encaminhamentos, mas já avisamos que isso demora. E demora muito. Pois os mais interessados em resolver sua situação, acaba optando para que outros façam isso por eles. Outros que estamos falando aqui é o Ministério do Trabalho. E vc acha que o fiscal do trabalho está preocupado com nossa situação?! Quando dependemos de nós mesmos, as coisas avançam companheiros. Mas se preferirem optar por este caminho, identifiquem as emissoras com várias informações.


REDE TV!
Um exemplo de chamar para si a solução dos problemas é ação dos trabalhadores da Rede TV!. A empresa é campeã de irregularidades e os trabalhadores cansaram dessa postura. Nesta quinta feira (8) decretaram estado de greve. Primeiro passo pra pressionar os patrões, sem paralisar a emissora. Se suas reivindicações não forem atendidas o único caminho é parar a empresa. Greve mesmo.


DENÚNCIA
Para fazer uma denúncia envie a razão social da empresa, do endereço completo com CEP,  CNPJ, o nome de todos os trabalhadores, que trabalham nela e suas respectivas funções para este endereço .  Não basta dizer que a fulana de tal não paga isso ou aquilo. Precisamos de mais informações e descrevemos quais são.
Mas voltamos a informar, de forma mais rápida, a organização dos trabalhadores é que barra a ações maléficas do patrão. A demorada já dei as dicas.