segunda-feira, 24 de junho de 2013

Para entender o reajuste do ganho eventual e pagamento do abono.





Companheirada não tem nenhuma perda com o valor a ser reajustado de 80% a serem pagos como ganho eventual no acordo assinado.


Veja o exemplo abaixo;

Um trabalhador que recebeu fixo R$ 1.000,00 por mês, entre maio de 2012 e abril de 2013, a conta será  assim: R$ 1.000,00 x 12 = R$ 12.000,00. Dividido por 12 = R$ 1.000,00. O percentual de 80% deste valor é R$ 800,00. Se pegarmos este mesmo exemplo e aplicarmos os 5,5%, determinados pela Justiça, que foi a inflação do período, o trabalhador teria uma diferença mensal de R$ 55,00. Esse valor vezes 12 vai dar R$ 660,00. Mesmo que coloquemos diferença de  férias (R$55,00) e o 13º salário (R$ 55,00) Ainda assim a soma daria R$ 770,00. Esse valor é menor que os R$ 800,00, usado como exemplo, pois para cada caso, é diferente. E estamos falando apenas do ganho eventual a ser pago. Já o abono salarial deste ano é de 45% do salário já reajustado. Que deverá ser pago na folha de pagamento de Julho. Alguns recebem no último dia do mês de julho e outros no quinto dia útil do mês seguinte. Neste caso o valor a ser pago é integral. Já o ganho eventual (retroativo) será pago em duas parcelas. Uma até o dia 15 de julho e a segunda parte na folha de pagamento de setembro. Além de já estar garantido no acordo assinado o pagamento do abono de 50% para o ano que vem (maio 2014).

Veja a explicação do diretor Zé Marcos sobre ganho eventual neste vídeo.

Veja explicação, em vídeo, sobre PR/abono e formas de pagamento aqui.



sábado, 22 de junho de 2013

Valeu a pena esperar

Radialistas aclamam convenção aprovada da assembleia anterior


Por Ronaldo Werneck Gonçalves

Depois de muito debate, espera e nervos a flor da pele, os radialistas de São Paulo deram uma lição de como se conquista um bom acordo coletivo. Na assembleia anterior, o patronato tentou empurrar uma das piores propostas para acordar com o Sindicato dos Radialistas as cláusulas de benefício para a categoria. Não pagamento de abono para toda a categoria, parcelamento em até quatro vezes do retroativo e sem fornecimento de vale refeição eram condições impostas para assinatura. Proposta obviamente rejeitada com um recado bem claro aos patrões; estado de greve. 

Durante a semana, por conta das grandes mobilizações no país, em torno da redução da tarifa de ônibus e contra a violência da PM de São Paulo, que tentou dispersar o movimento na capital paulista, os protestos começaram a tomar corpo na rua por uma série de desmandos que nossa classe política vem perpetrando no Brasil. O patronal não é bobo. Sabia que isso poderia contaminar nossa categoria e a visão de radialistas saindo fora das emissoras e/ou não entrando nelas para trabalhar, em plena copa das confederações, amoleceram seus corações (estou sendo irônico). Amoleceram foram seus bolsos. Isso sim. 

Sim, já estávamos mobilizando os companheiros de algumas emissoras mais problemáticas. Mas diante das vantagens a serem conquistadas para a categoria, valeu a pena esperar para conquistarmos o que havíamos proposto para fechamento do acordo.

Com a convenção coletiva aprovada todos os trabalhadores de empresas de rádio, tv e produtoras no Estado de São Paulo terão direito ao seu vale refeição nos termos que havíamos proposto na assembleia passada. Serão R$ 14,00 reais diários para quem não tem vale refeição. Para aqueles que já tem e for superior aos R$ 14,00, mantém o valor que for vantagem para o trabalhador. Para aqueles que recebem num valor menor, deverá ser feito o reajuste até os R$ 14,00. 

A conquista não foi só do vale refeição para todos os trabalhadores. O parcelamento do retroativo não será mais em quatro vezes e sim duas vezes. Abono salarial que não queriam pagar no ano que vem, deverão pagar e subimos de 45% para 50% do salário. 

Uma outra coisa que certamente passou despercebido para alguns, é a cláusula da conta salário. Apesar de várias empresas já disponibilizarem isso aos seus trabalhadores, agora todas as empresas terão de providenciar conta salário a todos seus funcionários. O pagamento será depositado na conta do trabalhador e ele terá como receber seu pagamento sem ter de dar benção ao patrão ou ter de olhar em sua caras horrorosas todos os meses. Dessa forma reconheceremos com mais facilidade as empresas trambiqueiras que dizem fazer o pagamento de forma certa, mas que na verdade não corresponde com a realidade. 

Estamos fechando o cerco aos patrões pilantras, que teimam sobreviver em nossa categoria, não cumprindo a Lei do Radialista nem sua convenção coletiva. Por isso temos dito que a campanha salarial do ano que vem já começou. Temos de nos mobilizar desde já, para fazer cumprir a convenção coletiva e avançarmos em mais direitos no ano que vem. 

Após assinatura do acordo coletiva, ainda esta semana, a convenção coletiva será disponibilizada em nosso site, além de imprimirmos para distribuição à toda categoria.

A luta continua companheirada. Agora é fazer o acordo valer. Não esperemos sentados. Já aprendemos que isso não resolve nada. Nenhum direito a menos. Avançar nas conquistas!

Veja fotos da última assembleia aqui.

Veja vídeo do final da assembleia aqui





sábado, 15 de junho de 2013

Assembleia dos Radialistas rejeitam proposta patronal

Radialistas lotam sindicato em assembleia de sábado (15.06) na capital paulista


Por Ronaldo Werneck

Lá estava toda aquela atmosfera, lotada de ansiedade, para dar uma resposta ao que o patronal tentou empurrar aos trabalhadores. Este era o clima num sábado nublado na capital paulista.

De um lado companheiros radialistas, que vieram  votar a favor da proposta patronal, de fechar o acordo com o que foi oferecido até o momento e que foi divulgado esta semana pelo sindicato. Dentre as propostas estava o fracionamento de férias, abrir mão de abono salarial do ano que vem e abrir mão do ticket, garantido pela justiça para a categoria toda do Estado, para o ano passado. Do outro companheiros radialistas que rejeitaram essa proposta e outorgou a diretoria para novas negociações, onde seria apresentado nova contraproposta, para ter nosso acordo coletivo assinado ainda este ano. São mais duas rodadas de negociações, que serão utilizadas para melhorar o que está muito ruim para os radialistas paulistas.

Em fila e votando em lista assinada, a maioria dos radialistas do interior e da capital, presentes na assembleia, disseram não a proposta patronal e votaram pelo estado de greve. Período de agitação e aviso aos patrões que estão querendo brincar com fogo.

É bom afirmarmos que quem ganhou com a presença maciça dos trabalhadores foi a categoria. Vieram com disposição de discutir e votar naquilo que acreditaram que era melhor para todos. Entre os trabalhadores não houve perdedores, quem perdeu foi a proposta muito ruim dos patrões. Agora, com a recusa, entramos num momento de agitação com categoria, pelo estado de greve. O sindicato volta, também, a sentar em mesa de negociação  com os patrões, para reverter em um proposta mais palatável para os radialistas. 

A categoria deve continuar mobilizada. Movimentos de insatisfação podem se transformar em greve e a diretoria está atenta para dar ao recado para os patrões, que só pensam no seu bolso e não naqueles que produzem todo lucro que as empresas têm. Fiquem atento a movimentação da diretoria, recebam os boletins, repasse aos companheiros. A hora está chegando. Só precisamos dar passos em direção à ela.



quinta-feira, 13 de junho de 2013

Tá faltando alguma coisa no patronal



Por Ronaldo Werneck

Pois é companheirada, finalmente os patrões nos deram uma resposta a respeito do que enviamos de proposta, para fechar nosso acordo coletivo e receber aquilo que nos devem. 

Parece que não se importaram muito com a decisão do TRT, pelo que nos apresentaram. Muito menos pelo nosso trabalho. Parece até que estão nos mandando catar coquinho. E demonstram isso sem uma ruga de vergonha na cara. Veja abaixo algumas propostas;


Bom, a conversa é o seguinte companheirada; passamos duas semanas recebendo e-mails de diversos companheiros reclamando uma série de coisas. Dentre elas, que não tinham informações, que não estava claro a proposta, que estava demorando pra vir o aumento (como se isso caísse do céu) e que devíamos agilizar as coisas. Pois bem, sempre temos dito aqui que quem quer aumento se arrisca por ele. Não espera sentado. Se sentar na frente do computador e fizesse reclamações adiantasse algo, muito bem. Mas não é assim que funciona. 

A manchete de nosso boletim é bem clara; a decisão é da categoria, como sempre foi. Mas daqueles que participam, que comparecem nela. Portanto, não estamos antecipando aqui a decisão que vai ser tomada, pois quem sempre participa das assembleias, sabe que a decisão é da maioria que comparecem nela.


Já está agendada nossa assembleia para este sábado (15/06). Vai ser as 10h00 da manhã. Se alguém tiver alguma dúvida vamos esclarecer agora; todos os trabalhadores de empresas de rádio, televisão, produtoras de áudio e vídeo do Estado de São Paulo, sócios e não sócios, podem participar. Nestas condições tem direito a voz e  a voto. Quem for do interior, procure o representante do sindicato de sua região, urgente. Pois é necessário tempo hábil para organizar o transporte da patota. Quem for da capital está mais fácil. Quem for de metrô desce na estação São Joaquim ou na estação Brigadeiro... Fica ali na Conselheiro Ramalho 992, na Bela Vista (no Google Maps 800 metros, 11 minutos a pé). Se for de carro, chegue rápido para encontrar vaga na rua para estacionar. Aqueles que não podem vir, por motivos diversos, solicitem que algum colega de trabalho vá, para representá-lo. 


Quanto mais gente melhor. 


Nossa última assembleia estava cheia e esperamos a mesma coisa nesta próxima. Quem sabe lá já saímos com uma decisão de greve, operação tartaruga, ou até pela assinatura do acordo. Quem decide? Você!


Sábado é dia de decisão. Decidir pelo nosso salário, nossa profissão, nossa dignidade. Compareça!