segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Record perde novamente na Justiça e terá que reintegrar dirigente sindical


Foto: Ronaldo Werneck - Will em atividade sindical na porta da TV Record

Não tem jeito, a Record, definitivamente, não anda bem com suas decisões, que acabam tendo de serem revertidas na Justiça. 

Por Ronaldo Verneck


Em decisão recente da Justiça, Wilson Santiago Merces, mais conhecido como "Will", conquistou sua reintegração ao trabalho na função de Assistente de Estúdio, depois de ter sido afastado com alegação de falta grave, ao participar de reunião destinada aos auxiliares de câmera na emissora. 


Decisão proferida pela magistrada Maria Fernanda de Queiroz da Silveira, do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região, em São Paulo, neste domingo, garante reintegração ao trabalho ao não reconhecer falta grave, acusação feita pela emissora para tentar justificar uma demissão por justa causa.


Entenda o caso


Em fevereiro de 2016 Will e Nadir, dirigentes sindicais do Sindicato dos Radialistas, estavam liberados para desenvolver atividade sindical e, por isso, compareceram numa reunião destinadas aos auxiliares de câmera da emissora, na qual descobriram "in locu", que se tratava de tentativa de demissão, em massa,desses trabalhadores. A empresa obviamente, não gostou que o Sindicato, através desses dirigentes, estivessem presentes para alertar os auxiliares de câmera do que estava por ocorrer e informar a respeito de alternativas que poderiam tomadas pelos trabalhadores.


Will e Nadir foram, então, afastados de suas funções para que pudessem serem responsabilizados de conduta grave, alegada pela empresa, para justificar demissão por justa causa. Em processos individuais, no caso de Will, a sentença impõe na TV Record mais uma retumbante derrota política, que tem sido recorrente, devido a decisões questionáveis frente ao discurso que a direção promove entre seus funcionários.


Além das custas processuais a empresa está obrigada a fazer os pagamentos, que foram interrompidos, dos salários devidos desde o afastamento até a efetiva reintegração no cargo; 13º salário (s), férias, com abono de 1/3 e FGTS, que deve ser depositado em conta vinculada do trabalhador.





sábado, 25 de novembro de 2017

Trabalhadores da EBC suspendem provisoriamente a greve

                                          Foto: Hegberto Paschoa Balboni 

Com informações do Sindicato dos Jornalistas do DF

A greve será suspensa a partir de 00h de segunda-feira, 27/11. Os trabalhadores voltarão a reavaliar o movimento paredista na terça-feira (28). 

Os trabalhadores da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) decidiram, em assembleia na tarde de hoje, 24/11, com duração de cerca quatro horas, que irão suspender temporariamente a greve a partir de 00h de segunda-feira, 27/11. Eles voltarão a reavaliar o movimento paredista na terça-feira (28).
A proposta da suspensão da greve foi apresentada no dia 21/11 pelo ministro Emanoel Pereira, vice-presidente do Tribunal Superior do Trabalho-TST, como alternativa para a mediação do processo pelo órgão.
Na quarta-feira, 22/11, os trabalhadores já tinham apreciado a questão, mas decidiram apresentar uma contraproposta ao TST de aceitar a suspensão do movimento sob as condições de a empresa abonar os dias parados e manter a vigência do acordo coletivo de trabalho atual enquanto a negociação ocorresse (veja mais aqui).
Hoje, em resposta negativa às solicitações dos empregados, o ministro recomendou novamente que a suspensão fosse avaliada pelos trabalhadores para que as negociações pudessem ser mediadas pelo TST.
“A suspensão de modo algum significa o fim da greve, mas sim um entendimento de que para que este movimento continue é importante apostar na via do TST. Essa é uma estratégia de pressionar efetivamente a empresa, que se nega a negociar e continua intransigente nesse processo”, afirma Gésio Passos, coordenador-geral do SJPDF e empregado da EBC.
Debate
A assembleia de hoje foi disputada e dividiu as opiniões dos trabalhadores. Os empregados ressaltaram que o movimento ganhou grande visibilidade por conta da atitude do ator Pedro Cardoso, que se retirou nesta quinta-feira (23) do programa Sem Censura, que é veiculado pela TV Brasil, após saber da greve dos trabalhadores e dos atos de racismo praticados pelo diretor-presidente da EBC, Laerte Rímoli (veja o vídeo aqui).
Os atos realizados nesta quinta-feira, 23/11, contra a retirada de direitos e pela exoneração de Rímoli por causa do racismo (veja mais aqui) também foram citados como positivos para o movimento paredista.
A adesão de cerca de 70% dos empregados do quadro, o descaso da empresa com o processo de negociação, bem como o interesse do governo e dos próprios diretores em desmontar a comunicação pública no país foram igualmente ressaltados pelos jornalistas e radialistas presentes na assembleia.
O debate contou ainda com opiniões sobre os pontos negativos de não aceitar a proposta de suspensão apresentada pelo ministro. O fato, por exemplo, de a qualquer momento o TST emitir uma liminar sobre o pedido de dissídio coletivo e a revisão do ACT, que foram solicitados pela empresa há uma semana, foi levantado pelos grevistas. Caso a liminar fosse emitida, ela poderia obrigar os trabalhadores a voltar ao trabalho e facilitar o desconto dos dias parados.
Mais sobre a greve
Em greve desde o dia 14 de novembro, os empregados das praças de Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro e Maranhão decidiram deflagrar o movimento por causa das propostas da empresa de congelamento nos salários, corte de benefícios e retirada de direitos.
A data-base dos jornalistas e radialistas é 1º de novembro. Os trabalhadores reivindicam 4,5% de reajuste para repor a inflação do período e perdas acumuladas. Porém, após oito rodadas de negociação, a direção da EBC não aceitou reajustar nenhuma das cláusulas econômicas. Além dos salários, os trabalhadores ficariam sem reajuste em benefícios como ajuda-alimentação, auxílio às pessoas com deficiência, auxílio-creche e seguro de vida em grupo.
No 'pacote de maldades' da empresa também estão ataques aos tickets extras (pago somente em dezembro e junho), à garantia de translado aos trabalhadores por questões de segurança, à complementação de auxílio previdenciário, à realização de homologações das rescisões de contrato nos sindicatos, ao vale-cultura, à multa pelo descumprimento do acordo coletivo.
Na terça-feira, 21/11, a empresa entrou com os pedidos de dissídio coletivo e revisão do ACT junto ao Tribunal Superior do Trabalho (TST). Depois disso, as entidades representativas dos trabalhadores solicitaram uma reunião com o TST. No encontro, o ministro Emmanoel Pereira, vice-presidente do órgão apresentou uma proposta de suspensão da greve para que a negociação pudesse ocorrer. Nesta quarta (22), os trabalhadores revisaram a proposta do ministro e colocaram duas condições para suspenderem o movimento: o abono dos dias parados e a manutenção da vigência do ACT atual enquanto a negociação ocorrer. A contraproposta já foi apresentada ao TST. Hoje ocorreu a assembleias que definiu suspender, provisoriamente, o movimento paredista a partir de 00h de segunda-feira, 27/11. Terça-feira, 28/11, os trabalhadores se reunirão em assembleia.

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Trabalhadores da EBC decidem pela continuidade da greve

Foto: Wilson Santiago Merces Trabalhadores da EBC em assembleia por video conferência


Por Ronaldo Verneck



Em greve desde o dia 14 de novembro, os trabalhadores da EBC das praças de São Paulo, Brasília e Rio de Janeiro decidiram manter a paralisação. Nesta última votação não houve unanimidade em todas as praças como da última assembleia, apenas São Paulo a votação foi unânime. Brasília estava mais dividida, mesmo assim, venceu a opção pela continuidade do movimento grevista. A greve foi deflagrada por conta das propostas de congelamento nos salários, corte de benefícios e retirada de direitos.
Além da defesa dos direitos dos trabalhadores, a mobilização também é contra o desmonte da comunicação pública. Desde a tomada do governo por Michel Temer (PMDB), propostas como a alteração da estrutura administrativa da empresa, prática de censura, sucateamento da EBC, assédio, entre outras, se tornaram rotineiras dentro da empresa.
Durante os nove dias de greve, os trabalhadores mantêm uma agenda intensa de discussões sobre os direitos que a empresa quer retirar dos empregados, mas também sobre o futuro da comunicação pública no país.
Mediação com o TST
Representantes dos sindicatos e da Comissão de Empregados se reuniram no TST para um diálogo para tentar retomar as negociações, que foram interrompidas unilateralmente pela direção da EBC, com a justificativa do movimento ter deflagrado a greve durante as negociações. Situação que ocorreu, conforme o comando de greve afirma, por conta da empresa não querer discutir as cláusulas econômicas.
Entenda o que está em jogo
A data-base dos radialistas e jornalistas é 1º de novembro. Os trabalhadores reivindicam 4,5% de reajuste para repor a inflação do período e perdas acumuladas. Porém, após oito rodadas de negociação, a direção da EBC não aceita reajustar nenhuma das cláusulas econômicas. Além dos salários, os trabalhadores ficariam sem reajuste em benefícios como ajuda-alimentação, auxílio às pessoas com deficiência, auxílio-creche e seguro de vida em grupo.
No 'pacote de maldades' da empresa também estão ataques aos tickets extras (pago somente em dezembro e junho), à garantia de translado aos trabalhadores por questões de segurança, à complementação de auxílio previdenciário, à realização de homologações das rescisões de contrato nos sindicatos, ao vale-cultura, à multa pelo descumprimento do acordo coletivo.


sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Radialistas promovem nesta sexta (17) debate sobre o racismo e o privilégio de ser branco no Brasil



Por Ronaldo Werneck
O Sindicato dos Radialistas no estado de São Paulo realiza nesta sexta feira (17), a partir das 16h, o debate "Branquitude, o privilégio de ser branco no Brasil", que se desdobra em três eixos; o Racismo Institucional, o Negro nos Meios de Comunicação e a Representação dos Negros nos Conselhos de Comunicação das emissoras públicas no Brasil. O debate contará com a participação de diversas pessoas entre elas Dulce Muniz, atriz e ex dirigente sindical, Ivair Augusto Alves dos Santos, doutor em Sociologia pela Universidade de Brasília, Brasil, Coordenador do Centro de Convivência Negra da Universidade de Brasília e Coordenador das Entidades Negras (CEN) e Maria Isabel de Assis, mais conhecida como Mabel Assis, graduada em Serviço Social, mestra e doutora em Antropologia Social pela PUC de São Paulo. Mabel é membro do Conselho Municipal de Políticas Para Mulheres e membro do Conselho Municipal de Políticas de Promoção de Igualdade Social, todos do município e Guarulhos.
Segundo Arnaldo Marcolino, um dos promotores do evento, o debate sobre o racismo é ofuscado pela institucionalização do preconceito, o que leva muitas pessoas acharem natural esse comportamento. Já o professor Ivair Augusto Alves dos Santos afirma que representação do negros nos conselhos públicos dos meios de comunicação públicos, não existe.



Vídeo da Agência Experimental demonstra tratamentos distintos 
pela mídia em relação as etnias negra e branca

O fato é que a não percepção de um problema de intolerância étnica leva a sua solidificação na sociedade. Com ela, as desigualdades emperram a possibilidade de mudanças e a única forma de combatê-la é com informação. O debate promove isto.
O evento é aberto a participação da sociedade, bem como da comunidade acadêmica e sindical.

Serviço:
Local: Sindicato dos Radialistas no estado de São Paulo
Endereço: Rua Conselheiro Ramalho n. 992, bairro Bela Vista, em São Paulo

Horário: a partir das 16h.

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Em assembleia radialistas deliberam por não vender colônia, sem antes tentar fazer parcerias

Foto: Ronaldo Werneck Radialistas em assembleia votam pela manutenção da colônia e procura de parcerias

No último sábado (11), depois de duas horas e meia de discussões, em assembleia estatutária, os trabalhadores sócios do Sindicato dos Radialistas no estado de São Paulo, deliberaram por tentar fazer parcerias, até o final de fevereiro do ano que vem, com outras entidades sindicais para continuidade da utilização da Colônia de Férias pela a categoria, ante a possibilidade de vendê-la. Optando pela venda se as parcerias não forem viabilizadas.
Com início as 10h da manhã, em segunda chamada, os trabalhadores sindicalizados compareceram para contribuir com a discussão de manter a continuidade da luta pelas suas conquistas através da manutenção de sua organização política. Com essa preocupação e visualizando a situação econômica que se avizinha para o movimento sindical, entendeu-se que outras entidades sindicais também poderiam utilizar do espaço de lazer da categoria, não somente para seus sindicalizados, mas para atividades de organização e planejamento das respectivas diretorias desses possíveis parceiros.
O fato é que com o ataque as conquistas dos trabalhadores os patrões não só atingiram direitos fundamentais dos trabalhadores, mas também em parte na forma de financiamento das entidades de classe, que são instrumentos de luta e defesa dos interesses dos trabalhadores. 
A Colônia de Férias dos Radialistas foi adquirida em março de 2003 e, só foi possível adquiri-la, devido a disponibilização de recursos em caixa oriundo de processo jurídico, em que parte dos valores foram destinados à entidade sindical.
O espaço de lazer e confraternização tem feito com que a entidade utilize recursos financeiros que deveriam ir para manutenção da luta política da categoria.  Com pouca utilização durante o ano inteiro, a Colônia de Férias dos Radialistas, que fica na cidade de Itanhaém, litoral sul de São Paulo, só tem sua utilização intensificada pela categoria nas altas temporadas ou em feriados prolongados. 
Na assembleia deliberou-se por dar mais publicidade as parcerias já existentes  e ampliar as opções de lazer para os trabalhadores sindicalizados da categoria. 
O Sindicato dos Radialistas no estado de São Paulo possui parcerias com o Sindicato dos Mestres e Contra Mestres no estado de São Paulo, que possui colônias de férias em Ubatuba, Praia Grande e Campina do Monte Alegre, com o Club de Férias, que possui opções de lazer em todo país e com o Iate Clube, que fica no município de Jardinópolis, interior de São Paulo.

terça-feira, 7 de novembro de 2017

Radialistas de Assis tem homenagem no Madame Guedes nesta terça (7)

Rádio Bar acontece nesta terça-feira no Madame Guedes


Por Reinaldo Nunes - Português

Acontece nesta terça-feira, dia 7 de novembro, a partir das 19 horas, no bar Madame Guedes, localizado na Travessa Sorocabana, em frente ao Galpão Cultural, a primeira edição do projeto denominado Rádio Bar.

 A ideia dos organizadores é reunir radialistas e jornalistas da imprensa regional para lembrar alguns momentos do rádio assisense.

 Caberá ao radialista, hoje servidor da Unesp, Nilson Gomes, o "Xuxu", a exibição de áudios e imagens captados de antigos profissionais do rádio assisense, resultado de um longo e árduo trabalho de pesquisa e garimpagem nos arquivos de emissoras da cidade.

 Trechos de programas de Lourival Servilha, Bentinho, Homero Rabelo, Jota Manoel, Isaías Gomes, Isaías Silva, Luís Luz, entre outros serão projetados em um telão montado no bar para essa finalidade.

O ex-radialista e DJ Gláucio Agno também faz parte do projeto e será responsável pela programação musical com um som ambiente.

 Para animar o evento, a banda 'Trio de três' comandada pelo radialista André Luis estará se apresentando.

 Vale a pena conferir. O couvert na portaria custará R$ 5,00."

Assembleia dos Radialistas no próximo sábado (11) decide sobre venda da colônia de férias

                                Foto: Ronaldo Werneck  Piscina de Adultos


Por Ronaldo Werneck
Destinada apenas aos sindicalizados e com pauta única, a assembleia será realizada no segundo sábado de novembro (11), às 10 horas, em segunda chamada, para discussão e deliberação sobre a proposta da Direção para a venda da Colônia de Férias dos Radialistas, situada na cidade de Itanhaém.
Adquirida em março de 2003, só foi possível devido a disponibilização de recursos em caixa oriundo de processo jurídico, em que parte dos valores foram destinados à entidade sindical.
A colônia de férias tem feito com que a entidade utilize recursos financeiros que deveriam ir para manutenção da luta política da categoria.  
A utilização da colônia em Itanhaém, na maior parte, só tem acontecido pela categoria nas altas temporadas ou em feriados prolongados. 
Desde sua aquisição a Colônia de Férias dos Radialistas tem gerado prejuízos financeiros anuais em torno de R$ 70 mil. A somatória desses valores até este ano gira em torno de R$ 1 milhão, valor importante que deixa de ser destinado a luta por novas conquistas para a categoria.
Por isso a importância dos radialistas sindicalizados comparecerem na assembleia, para decidir algo que diz respeito a quem contribui para manutenção da estrutura da entidade sindical que tem como objetivo principal a luta pela manutenção de direitos e por novas conquistas para a categoria.

Assembleia Estadual
11 de novembro 2017, às 10h da manhã
Sede - Rua Conselheiro Ramalho, 992 – São Paulo